Xirè dos Orixás
21 outubro

Xirè dos Orixás

Sem título

Ficha técnica:
Organizadora: L’Hosana Céres de Miranda Tavares;
Orientação Teórica: Professora Doutora Francisca Verônica Cavalcante;
Orientação Religiosa: Maurício Barbosa de Sousa (Pai Maurício de Oxum);
Design Gráfico e Fotografia: João Paulo Carvalho de Brito;
Equipe de Apoio: Camila Carneiro, Damarys Társyla Falcão Dias Carneiro, Jacirene Maria Batista da Silva, Sara Virgínia de Paula Silva.

Sobre a Autora:

L’Hosana Céres de Miranda Tavares

6 - Festa de Omolu (4)

Filha de um afrodescendente que sempre estimulou a prole a ter orgulho da raça, L’Hosana Céres não poderia trilhar um caminho diferente e, tornando-se designer de moda, sempre questionou as vestes do povo de santo: porque esse povo preserva, independente de clima, situação econômica, o que quer que seja, essas vestes há tanto tempo? O que significa para essa gente cada parte desse vestuário? E os acessórios, como brincos, colares, braceletes, pulseiras, turbantes, servem apenas para embelezar ou têm algum significado? A necessidade de responder a todos esses questionamentos, serviu como desafio para a pesquisa.

Xirè dos Orixás

O presente trabalho tem por objetivo refletir a respeito das roupas usadas pelos (as) filhos (as) de santo, como são chamados os iniciados (as) nas religiões de matriz africana, tanto as usadas nas cerimônias desses cultos como as utilizadas para os trabalhos ritualísticos dentro dos terreiros; investigar se as mesmas são marcadores identitários dessas religiões, no caso, Umbanda e Candomblé. O trabalho foi desenvolvido nos terreiros Ilé Oyà Tade (Umbanda) e Ilé Ásè Oloomi Wura (Candomblé), ambos na cidade de Teresina-Piauí. O estudo contempla a construção de caderno de campo, observação participante, escuta sensível, coleta de imagens fotográficas e fílmicas e, a elaboração e apresentação de uma exposição de bonecas paramentadas com as vestes dos dezesseis orixás mais cultuados no Brasil. O trabalho aponta para a confirmação de que estas vestes são realmente marcadores da identidade dessas religiões, sendo observado que as mesmas também podem desencadear atitudes de intolerância religiosa e racismo.