O Museu Afrodigital é um projeto aprovado com recursos da CAPES-PROCULTURA e desenvolvido inicialmente pelo CEAO/UFBA, envolvendo ainda UFPE e UFMA. Está filiado à rede da memória virtual da Biblioteca Nacional como depositório digital. Trata-se de um serviço público, de um “museu sem donos” no dizer do Professor Dr. Lívio Sansone. Quando se observa que as intensas transformações tecnológicas atuais exigem novas formas de narrativas e novos ambientes de circulação de informações, tem-se que um Museu Digital é um lugar democratizante.
Trata-se de dispositivo de acesso fácil que mostra o cotidiano e a cultura de minorias étnicas e de grupo marginalizados, além de trazer à lume elementos que configuram a memória e a história de um povo. Visa estimular a memória social de minorias étnicas e de memórias nacionais.
Tendo em vista que a presença da cultura africana no Brasil é encontrada em acervos particulares e públicos, sobretudo nos estados aglutinadores de afrodescendentes com o Maranhão, o Museu digital da memória afro-maranhense busca contribuir com políticas e ações afirmativas na luta contra o preconceito racial. A UFMA participa através do seu Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e de Grupos de Pesquisa vinculados ao Programa.
Entre os objetivos do projeto destacam-se:
– Digitalização de documentos, acervos e inventário de memórias das culturas afrodescendentes;
– Exploração de novas tecnologias na produção de conhecimento e da pesquisa;
– Fortalecimento de programas de graduação e pós-graduação relacionados aos estudos étnico-raciais;
– Desenvolver parcerias com diversos arquivos e pesquisadores;
– Consolidar uma rede de pesquisadores em estudos étnicos e africanos.