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(Imagens) CASA DAS MINAS JÊJE (Querebentã de Zomadonu)

Terreiro mais antigo do Maranhão, fundado por africanos na década de 1840, considerado como tendo implantado o modelo de culto do Tambor de Mina.  Foi organizado por  “escravos de contrabando” – que ingressaram após a proibição do tráfego. Cultua apenas voduns mina procedentes do antigo Reino do Daomé,  louvados com cânticos em língua jêje (Ewê-Fon).

Conforme pesquisas de Pierre Verger teria sido fundado pela Rainha Nã Agontimé, que foi vendida como escrava por conflitos na família real. Não possui casas derivadas e hoje tem número reduzido de praticantes. Tombado pelo IPHAN em 2002, localiza-se à Rua de São Pantaleão 856 no Bairro da Madre de Deus.
 

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(Imagens) CASA DAS MINAS E CASA DE NAGÔ - PIERRE VERGER

O fotógrafo e etnógrafo francês radicado na Bahia, PIERRE FATUMBI VERGER, realizou muitas viagens pelo mundo com sua máquina fotográfica. Em 1948 Verger passou pelo Maranhão tirou fotos que pretendeu publicar num álbum de Fotos de Verger no Maranhão, com mais de 250 imagens e que até hoje não foi ainda publicado. Esperamos que em breve mais este sonho de Verger venha ser realizado.

Em 1985 Verger retornou ao Maranhão para participar do Colóquio Internacional organizado pela UNESCO reunindo experts internacionais para debater Sobrevivências das Tradições Religiosas Africanas na América Latina e no Caribe. A partir daí Verger manteve frequentes contatos epistolares com o antropólogo Sergio Ferretti, professor da UFMA e estudioso da Casa das Minas do Maranhão. Em função destes contatos Verger, na década de 1980 remeteu a Ferretti cerca de vinte e cinco fotos da Casa das Minas e da Casa de Nagô e outras solicitando sua colaboração na identificação dos fotografados e dos lugares.

Na oportunidade da organização do Museu Afro Digital da UFMA, Ferretti solicitou à FUNDAÇÃO PIERRE VERGER, mantenedora do acervo daquele fotógrafo, permissão para colocação destas fotos na coleção de Exposições de fotógrafos que passaram pelo Maranhão. Agradecemos à Fundação Pierre Verger a gentileza da conceder gratuitamente autorização para divulgação das imagens deste grande fotógrafo que legou contribuição inestimável para o enriquecimento e preservação da cultura afro-brasileira.

Site: http://www.pierreverger.org/

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(Imagens) CASA DAS MINAS II

O Querebentã de Zomadonu, ou Casa das Minas, é dos terreiros Jeje mais antigos do Brasil. Teve grande expansão no fim do século XIX e primeira metade do século XX. É muito conhecido na literatura nacional e internacional sobre religiões afro-brasileiras. Os voduns da Casa agrupam-se em três famílias principais e duas secundárias. Sua chefe mais importante e conhecida foi a nochê Mãe Andresa de Sousa Ramos (Roiançama/ Rotopameraçuleme) que faleceu aos 100 anos, em 1954 e governou a casa durante os últimos 40 anos de vida, desde 1914. Desde essa data, não foram mais feitas iniciações completas que preparavam as voduncis-gonjai, que recebiam uma entidade feminina infantil denominada tobóssi. As gonjais eram mães-de-santo das vodunci-he que tinham primeiro grau de iniciação.

Atualmente a Casa encontra-se em declínio pela morte das mais velhas e a não-entrada de novas voduncis, sendo dirgida por D. Denil Prata Jardim. O tocador  chefe (Huntó) é Elzébio Pinto. A Casa recebe apenas voduns e seus cânticos são em língua Ewê-Fon (Mina Jeje).

Este álbum retrata imagens de festas da Casa das Minas em meados da década de 1980. A imagem da capa apresenta voduns cantando na tarde de Quarta-feira de Cinzas na cerimônia do Arrambâ.

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(Imagens) Festa do Divino na Casa das Minas - 2006

Todos os anos, na Casa das Minas, se realiza tradicionalmente a Festa do Divino na época de Pentecostes. Em outros terreiros de Mina, a mesma festa costuma ser realizada em outras épocas, sempre oferecidas ao Divino Espírito Santo e a uma entidade da Casa que aprecia esta manifestação. Na Casa das Minas, a Festa é organizada em homenagem a Nochê Sepazim, uma princesa da família real de Daomé, que é cultuada entre os voduns. Sabe-se que esta festa é organizada na Casa das Minas desde fins do século XIX. A cada ano, se convidam devotos e amigos que se encarregam de assumir as despesas da festa. Em 2006, a Festa foi assumida por Dona Zelinda Lima, que teve dois netos como imperador e imperatriz.

Na época, a organizadora da festa na Casa era D. Maria Celeste Santos, que faleceu em 2010.

Fotos: João Ribeiro

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(Imagens) Casa das Minas III

A Casa das Minas realizava vários rituais, atualmente praticamente extintos pela morte da maioria das Voduncis. Antigamente, a Festa Grande era realizada a cada cinco anos. A última Festa Grande de Pagamento dos tocadores foi realizada em Janeiro de 1985 com a realização de toques e danças à tarde no quintal do terreiro, de danças à noite e preparação e oferendas com muitos pratos e alimentos para todos os voduns. Nesta festa foram oferecidas 52 aves para preparação das oferendas. Foram oferecidos presentes aos tocadores.

Nesta galeria apresentamos também fotos de outros rituais realizados na casa. A imagem de capa apresenta alguns voduns ao fundo do quintal, assistentes sentados em bancos e a mesa de presentes a frente.

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(Imagens) Casa das Minas IV

Conjunto de fotos antigas, algumas do acervo da Casa, de autor desconhecido, outras do livro A Casa das Minas de Nunes Pereira e algumas de Sérgio Ferretti. Nas fotos aparecem antigas tobóssis, como na primeira que assinala a Festa de Pagamento da última Feitoria de tobóssis em Janeiro de 1914. Em diversas fotos aparecem as tobóssis com sua vestimenta completa, que inclui pano da costa africano, manta de miçangas coloridas, rodilha na cabeça e bonecas. Aparecem também os intrumentos musicais da Casa. As fotos mostram ainda diversas vodunsis, quase todas já falecidas.

Mostram rituais como: a distribuição de frutas do arrambã na quarta-feira de cinzas e a distribuição de obrigações na Festa de Acóssi no dia de São Sebastião a 20 de Janeiro.

Desenho em bico-de-pena do professor da UFMA Paulo César, feito por ocasião do Colóquio da UNESCO realizado em São Luís em 1985.

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